REFLEXÕES EM
VILANELAS
Moisés Silveira de
Menezes
I
Vida, destino, dilema,
página em branco ao arbítrio,o
tempo com seu grafema.
Ao início um teorema que
logo se põe ao largo, vida,
destino, dilema.
Inserido em um sistema Que
aflige, açoita, judia,o
tempo
com seu grafema.
Assim seguindo no tema
A vida, campo a lo largo
vida,destino, dilema.
Antigo velho trilema,
verbos, Ter, estar e ser,
o tempo com seu grafema.
O gaúcho, um siglema, no
conceito espiritual, vida,
destino, dilema.
A luz de origem suprema,
conduz o homem na estrada,
o tempo com seu grafema.
A estrada tangendo a pena, no
tranco de quem vai longe, vida,
destino, dilema.
Baio estrela, um poema,
conhece o jeito da estrada.
A vida com seu dilema,
o tempo com seu grafema.
II
Longe, a linha do horizonte
Que ensina caminhar Destino, vida em
reponte.
O sol refulge ao desponte, clareia
sonhos, visões.
Longe, a linha do horizonte.
O amor, água na fonte, sacia,
acende, apazigua. Destino, vida
em reponte.
.
Passado ficou ontonte, presente,
bater
estrada. Longe, a linha do horizonte.
Futuro não tem afronte, pra quem
respeita o andar. Destino, vida em
reponte.
O baio, estrela na fronte, vai
olfateando a manhã. Longe a linha
do horizonte.
A cruz em cima do monte, traduz
palavra e silencio. Destino, vida
em reponte.
Para clamar ao arconte, mostre a
bagagem da estrada. Longe a linha
do
horizonte.
Um dia, o velho Caronte, vem
decifrar o teorema. Longe, a linha do
horizonte, destino, vida em reponte.