A Trilogia do Tempo
Autor: Matheus Bauer
Declamadora: Silvana
Andrade
Amadrinhador: Jadir Filho
I
O tempo é ironia atemporal
e assume diferentes personagens,
que atuam, a despeito, pelas
margens
que vão desde o princípio ao seu final!
É um todo que tem vício e tem ritual,
perdendo as próprias rédeas na
viagem
vivendo pra manter a própria
imagem,
pois sabe que consciência é tribunal!
O tempo se divide pelo espaço,
em três irmãos distintos pelos
traços,
que contam sua história, lado a lado...
O tempo junta todos os pedaços
e guarda nas lembranças tantos
laços,
na parte que chamamos de passado!
II
O agora é equação não resolvida
clamando por alguma direção,
pois sabe que só resta a contramão
pra quem não tem estrada definida!
O agora é uma missão tão reprimida,
pois sabe que lhe cabe a decisão
pesada pelo fardo da pressão
que implica em nortear a própria vida!
Porém é o que se pode ter consigo,
é o tempo que se faz o nosso abrigo
e pode ser julgado diferente...
Não deve se entender como um castigo,
pois serve como o mais fiel amigo,
por isso denomina-se presente!
III
A imprecisão termina a trilogia
que o tempo escreve em vários
movimentos...
Irmãos do mesmo instinto, mas sedentos,
de espalhar e consumir ideologias!
Terrenos férteis, fútil utopia
não sabem, mas conforme sopra o
vento,
se apaga o que resiste pelo tempo
e um século sucumbe em poucos dias!
Por isso a resultante mais segura,
resposta, qual eterna, já
perdura...
está bem protegida por seu muro...
Erguida pelo tempo a estrutura...
se faz intransponível armadura
e a gente lhe apelida de futuro!