Os Primeiros Ventos
Bianca Bergman e Carlos Omar
Os
primeiro ventos sopraram sobre a Terra imóvel...
Dando
movimento para as sangas rasas,
Onde
os anjos puros se banhavam nus.
E
estes ventos leves em tons de aquarela
Foram
desenhando nesta tela, mundo,
Um
clarão profundo... Esplendor de luz!
E
nasceu a vida!
Do
amor sublime entre Deus e o nada...
Com o
seu encanto, viu que a Natureza,
Plena
de belezas, era o par perfeito
Para
o criador...
E
enfeitou de flor sua esposa amada!
E
nasceram filhos...
Sol e
Tempo... Ciência e Verdade...
Pelo
arco íris, o caminho oculto
De
onde nasce o vulto da humanidade.
Deus
admirado contemplava a bela,
Altiva
e serena... Doce criação.
Até
que um dia o sonho foi manchado...
Alguém
foi tentado e perdeu a razão.
Foi
neste momento que nasceu a morte!
Essa
estranha sorte sem explicação.
Em
suas garras toscas os piores cortes
Retalhando
fortes cada coração.
Os
primeiros ventos deram volta ao mundo.
E
neste segundo trouxeram de longe,
Águas
que lavaram essa tela antiga;
Pra tentar de novo, pintar outro quadro...
Outro
acabamento para a mesma vida.
Nascem
outros homens,
Nascem
outros sonhos
E um
dia seus olhos brilharão em paz!
E os
primeiros ventos virão novamente,
Soprando
seus sonhos, jogando sementes
Entre
o eternamente e o nunca mais.
Para
neste espaço plantar esperança
Os
primeiros ventos vencem a distância
Muito
além dos muros de uma dimensão.
Onde
a dor termina e o amor começa,
Floresce a certeza: Nada foi em vão!
Pois
mesmo que o plano já não seja o mesmo...
Existindo
a esmo muitos sonhos tortos,
Pensamentos
soltos e canções de adeus...
Mesmo
que os silêncios de antes dos tempos
Ressuscitem
sombras, espalhando o breu.
Nada
poderá destruir a magia,
Na poesia viva da inspiração de Deus!
Então
me pergunto se esses pensadores,
Sábios
e doutores saberão dizer...
Porque
nós achamos que a vida acaba,
Se
ela se renova a cada amanhecer?
A
resposta é simples...
A
fragilidade sobrevive aos tempos
E nos
faz pequenos... Pobres... Assustados...
Tolos
conformados em “ter” que morrer.
Quando
na verdade bastaria apenas,
Uma
alma plena de eternidade...
E os
primeiros ventos para renascer!