QUANDO UM POETA CHORA

Luís Paulo Pizolotto dos Santos

Quando um poeta chora... correm lágrimas de nostalgia!
Deixando triste a poesia e apertando o coração.

São instantes de emoção que fazem voltar à lembrança,
O tempo que era criança e os momentos de solidão...

Quando um poeta chora, o seu mundo fica em griz.
Não é o mesmo ser feliz que expressa seu pensamento,
Revivendo cada momento que construiu na história,
Compondo versos de glória, transbordando sentimento.


Quando um poeta chora uma das culpadas é a saudade.
Amores da mocidade, passagens de tempo antigo...

E por tudo que tenha vivido no fundo sabe que ela aperta,
E no peito também desperta, recuerdos de um ombro amigo.

Quando um poeta chora prevendo o futuro...
Fica com o olhar obscuro, em razão de sofrimentos.
Pealado em certos momentos, pela vida que o surpreende,
Busca por rimas e entende a força para desalentos.


Quando um poeta chora, todo o pago se entristece.
Entre lamúrias e preces, os seus dias vão passando.
O poeta sempre sonhando em viver tudo o que escreve,
Nos singelos versos descreve, o que a vida vai lhe provando.

- Quando um poeta chora e a lágrima escorre ao papel,
Uma nuvem paira no céu escurecendo o seu dia...
Ele transpõe na poesia, o seu amor
mais profundo,
Demonstrando para o mundo: sonhos, ilusões e magia

Quando um poeta chora, sentindo a própria partida.

Relembra toda sua vida, e fica assim a repensar,
Que muito vale sonhar, engrandecendo a alma “taita”..

Que hoje chore esta gaita, para o poeta... não chorar.