Moisés
Silveira de Menezes
Barba escura chapéu negro
O lenço de um rubro
forte
Sobrepairando na gola
Do poncho azul de baeta
Lendária legião guerreira
Dos altiplanos da Ibéria
Cavalaria avoenga
Dos bérberes
maragatos
Um galope história adentro
Tropel de crinas e fúrias
Tempestade em quatro patas
Dom Aparício Saraiva.
Foi palavra no princípio
Al cabo também será
Espada, lança,
sentença
Esgrima de ideias claras
Acordando as pradarias
Verdade no fio da voz
Troveja um novo amanhã
Lendária divisa roja
Drapeja aos ventos do sul
Faz tremer poder e força
Um homem feito de verbo
Gaspar Silveira Martins.
O Senhor das Encantadas
Homem de adagas e letras
O sangue de 35
Vem de herança, vem no lenço
No gosto das canchas retas
Guerreiro de rara estirpe
Um sabedor dos caminhos
Recua,avança, volteia
guerrilha de movimentos
Surpresa, sagacidade
Zeca Netto General
Das voltas do Camaquã!
O lenço escarlate vivo
Acena sobre as muralhas
Da sentinela de pedra
Um líder de muitas faces
De guerra de campo e gado
Político diplomata
Tem no saber sua espada
Palavra ponta de lança
Um símbolo Pedras Altas
Um castelo sobre a Pampa
Libertadora memória
Do tempo de Assis Brasil.
Caboclo de poucas letras
Nasceu líder morreu líder
Raça bugra da Palmeira
Senhor de matos,capoeiras
Sem a pompa dos caudilhos
Sem fletes ,nem
carreiradas
Nos anseios libertários
Teve seu rumo e visão
Desafeito ao campo aberto
Cruza o tempo Leonel Rocha
Um lenço vermelho vivo
Singrando na flor do peito.
Alma livre dos Minuanos
Dos boleadores Charruas
Rude essência fronteiriça
Do alto de um mouro negro
Colorado solto ao vento
Espada na mão direita
Desenhando o próprio rumo
O velho Estácio Azambuja
Coragem vem de à
galope
Dos campos do Batovi
Coxilhas do Caiboaté
Verdes plainos de Bagé.
Liberdade um apanágio
Não se conquista de joelhos
Homem simples alma grande
Líder de poucas palavras
Estrategista de estirpe
Um Leão ruge na pampa
Querer e saber de Leis
Que governassem os homens
Guerreiro de campo aberto
Das trilhas do Caverá
General Honório Lemes
Tropeiro da liberdade.
Destino forjado a ferro
Legado de muitos longes
Raios de sol e de sangue
Sinalizando um caminho.
Horizonte sempre perto
Pra um voejar de à cavalo
A palavra mais que um tiro
A espada sempre um recurso
Um mapa que se desenha
Com lanças, homens e potros
Sete bravos - um destino.
Rio-grandense, maragato!!!